A galeria Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo/Rio de Janeiro) participa da Art Basel 2025, que acontece de 19 a 22 de junho, em Basel, na Suíça, com uma instalação inédita de Luiz Zerbini no setor Unlimited, estande U48. A apresentação é realizada em parceria com as galerias Sikkema Malloy Jenkins (Nova York) e Stephen Friedman Gallery (Londres).

Luiz Zerbini, Os Comedores de Terra / The Earth Eaters, 2025
Os Comedores de Terra / The Earth Eaters (2025) é uma instalação em 360 graus que reúne pintura panorâmica e esculturas. A obra parte de imagens de minas de ouro na Amazônia e de representações canônicas da paisagem brasileira para compor um cenário atravessado pelas marcas da exploração ambiental.
A pintura, com cinco metros de largura, é montada sobre um andaime de madeira, e atrás de sua superfície se abrem recessos que abrigam esculturas inspiradas em pedras preciosas e minerais. No centro da cena, uma massa de gasolina multicolorida se espalha sobre a água, refletindo um brilho iridescente. Árvores tombadas ardem em chamas, compondo uma paisagem simultaneamente deslumbrante e devastada.
“Todas essas catástrofes anunciadas que a gente tem vivido aos poucos, esses tsunamis todos, essas tempestades que estão acontecendo em todo lugar, esses incêndios gigantescos são espetaculares visualmente.”
– Luiz Zerbini, artista

Luiz Zerbini, Os Comedores de Terra / The Earth Eaters, 2025
A obra dá continuidade à investigação de Zerbini sobre a construção simbólica do Brasil, tema central de sua individual no MASP, em 2022, Luiz Zerbini: A Mesma História Nunca É a Mesma, com curadoria de Adriano Pedrosa. Na mostra, o artista reinterpretou episódios e imagens históricas em pinturas de grande escala, como A Primeira Missa (2014), Canudos Não Se Rendeu (2021), Massacre do Haximu (2020) e Paisagem Inútil (2020), hoje presentes em acervos de instituições como MASP, Pinacoteca de São Paulo e Instituto Inhotim.
Paralelamente, no estande K17 da feira, a Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta um conjunto de obras de artistas de seu programa, incluindo nomes consagrados como Adriana Varejão, Ernesto Neto, Jac Leirner, Ivens Machado, Leda Catunda, Lucia Laguna, Marina Rheingantz, Rodrigo Cass, Tadáskía, Pélagie Gbaguidi e Luiz Zerbini.
Sobre a Fortes D’Aloia & Gabriel:
Fundada em agosto de 2001 por Alessandra D’Aloia e Márcia Fortes como Galeria Fortes Vilaça, a Fortes D’Aloia & Gabriel mudou seu nome em 2016, com a integração de Alex Gabriel na sociedade. Uma das maiores galerias da América Latina, possui atualmente dois espaços expositivos, cada qual com sua própria identidade: um galpão de 1.500 m² de vão livre na Barra Funda, em São Paulo, e a Carpintaria, construída a partir das ruínas da antiga carpintaria do Jóquei Clube, no Rio de Janeiro.
Referência no circuito mundial pelo vigor e qualidade da arte produzida no Brasil, representa hoje um time de 51 artistas, sendo 36 brasileiros, incluindo alguns dos nomes mais consagrados do país, como Beatriz Milhazes e Ernesto Neto, além de artistas emergentes que já se tornaram referência, como Tadáskía, que mereceu exposição no MoMA/NY, no ano passado.
A galeria mantém uma programação dinâmica de aproximadamente 20 exposições por ano. Em 2025, apresenta mostras individuais de artistas renomados, como Lúcia Laguna, Erika Verzutti, Jac Leirner, Valeska Soares, Wanda Pimentel e Luiz Zerbini, além de nomes internacionais, como Hiroshi Sugito e Cerith Wyn Evans.
Galeria Raquel Arnaud apresenta Sergio Camargo e Cruz-Diez na Art Basel 2025
De volta à Art Basel, a galeria reafirma seu compromisso em difundir obras de dois artistas da galeria, fundamentais para a arte contemporânea
A Galeria Raquel Arnaud participa da Art Basel 2025, que acontece de 19 a 22 de junho, em Basel, na Suíça, com obras de dois grandes artistas, Sergio Camargo, construtivista, e Carlos Cruz-Diez, cinético.
No estande principal, a galeria exibe obras de Sergio Camargo (Rio de Janeiro, 1930–1990), um dos mais importantes escultores da arte brasileira. Entre elas, peças emblemáticas em mármore de Carrara, negro belga, bronze e seus icônicos relevos em madeira – trabalhos que exploram as relações entre luz, sombra, matéria e espaço, marcas fundamentais de sua produção.

Sergio Camargo, Untitled, 1968. Galeria Raquel Arnaud.
Fotos
Camargo desenvolveu uma linguagem única a partir de formas geométricas simples que, organizadas, geram superfícies vibrantes, tensionadas pelo jogo entre luz e sombra. Ao longo de sua carreira, trabalhou intensamente entre Brasil, França e Itália, dialogando com mestres como Brancusi e Vantongerloo. Sua obra integra acervos de instituições de referência, como Centre Pompidou (Paris), MoMa (Nova Iorque), MAM-SP, Pinacoteca de São Paulo e Tate Modern (Londres).
Paralelamente, no setor Unlimited, dedicado a obras de grande escala e instalações imersivas, a galeria exibe Labyrinthe de Transchromie A (1965/2017), de Carlos Cruz-Diez (Caracas, 1923–2019), pioneiro da arte cinética e da exploração da cor como experiência viva e dinâmica.

Carlos Cruz-Diez, Labyrinthe de Transchromie A, 1965/ 2017. Bridgeman Images 2025
Fotos
A instalação é composta por lâminas de plexiglas colorido dispostas ortogonalmente, criando um percurso no qual o público se move, experimentando a transformação contínua das cores. À medida que caminha, o espectador percebe a paisagem ao redor filtrada, distorcida e ressignificada pela sobreposição cromática. O trabalho, que propõe um diálogo direto entre corpo, espaço, luz e tempo, foi exibido pela primeira vez em 1981, no Museo de Arte Contemporáneo de Caracas, e desde então se tornou uma das obras mais emblemáticas do artista.
“Art Basel is a fundamental platform for modern and contemporary art. Participating with works by Sergio Camargo, one of the great names in Brazilian art, and Cruz-Diez, a global reference in color research, is an opportunity to reaffirm not only the legacy of these artists but also Galeria Raquel Arnaud’s commitment to representing a body of work that transcends borders and continues to engage with the major discussions in art.”
– Myra Arnaud, diretora da Galeria Raquel Arnaud.
Sobre Raquel Arnaud
Fundada em 1973, a Galeria Raquel Arnaud é referência no cenário da arte contemporânea brasileira e internacional. Com foco em arte construtiva, cinética e contemporânea, a galeria destaca-se por promover artistas cuja produção explora a relação entre espaço, forma e luz. Localizada em São Paulo, tornou-se um espaço de vanguarda no cenário das artes, além de fomentar a reflexão sobre questões estéticas e conceituais. Sob a liderança visionária de Raquel Arnaud, a galeria consolidou seu papel como um dos principais pontos de encontro para colecionadores, críticos e amantes da arte. Atualmente, sob direção de Raquel Arnaud e Myra Arnaud Babenco, o espaço entra em um novo momento, em conexão com o mercado e com a arte contemporânea.
www.raquelarnaud.com
